Hoje
Vivo em carne viva
Entretecido com a busca da felicidade
A idade
Retemperada com o ouro do silêncio
E com a prata que me tira do chão.
Penso em ti
Com o gosto bom na boca
Com o sabor do querer-te no peito
Com o presente que podes me dar
E a viagem alucinante do verbo existir
Ir e seguir
No meu impacto de profundidade
E com os olhos do indizível.
Visível
É o meu mergulhar de cabeça
Pra quebrar o muro.
Visível
Como o meu incessante mergulho.
Eu
Visivelmente sou um homem que crê.
Meus olhos te veem como o meu pensar
E com o sopro da minha carência,
Com o caminhar da minha existência.
O meu querer é ser gostado e fruído
Com a minha alma no melhor sentido.
Agora estou assim:
Tatos que justifiquem as mãos
Redescobrindo as cores da vida.
Botar o travesseiro no rosto e afogar as incoerências.
Sou como a lua
Clamando minha outra metade.
Q que me invade
Fica dentro de mim
Na poesia do sim.
Em 05 de novembro de 2013.
Otacílio Mota
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