O canto no canto da boca
Entoa a melodia quase louca,
A palavra fascinante,
O laço amante
E a fome de prazer.
O que fazer?
Toda hora é chegada a hora
Do noves fora.
Das insônias e emoções
E as ocasiões
Em que tenho que ser.
Por fora tenho nome
Por dentro sou anônimo,
Com a luz acesa
E com a certeza
De uma vida atemporal.
O sonho acordado
É o meu pavilhão nacional
No entanto
O amor que não é música
Torna-se espanto.
Vou na direção da persistência
Da existência que me compõe.
Cavalgo a poemática
A forma pragmática
Do movimento expansivo
E sigo.
Como animal farejante
Vou adiante.
O azul do céu
O amarelo do sol
Não importa a cor
Que pode ser incerta.
Poesia para mim
É estar e ficar
No delírio dos dedos
E dos segredos.
Quando eu a descobri
Uma luz faiscou brilhante
E sempre adiante
Estarei sendo.
Em 28 de julho de 2013
OTACÍLIO MOTA
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