domingo, 25 de agosto de 2013

ÓRBITAS VAZIAS

Há solidão nos meus dias
Falta do amor
E órbitas vazias.
Olho ferido nada vê,
Nem sabe o porquê
De ser desvalido.
A tarde espia a noite escura
E o mudo cenário,
A fusão do real
Com o imaginário.
Imagem costurada,
Ruga atravessada,
A vida a divagar.
Passos se rumo
Versos sem rima
E ainda por cima,
O fôlego sem clima.
E nesse desengano
Nem feliz
Nem triste,
Humano.
Quando a vida nos ignora,
A poesia chora.
Não desespere jamais.
Quando a esperança se quebra
Outra se faz.
        A precisão de estar na vida
                É exatamente a noção de perdê-la.

Em 23 de agosto de 2013
OTACÍLIO MOTA

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