Na mesa posta
A louça usada
É como o amor usado
Posto na mesa.
É a certeza
Da noite inventada
No meio do dia
Tudo o que irradia.
Te beijar a nuca
E esquecer o nunca.
O toque no rosto
O roçar de boca
Sabor de saliva
O que o coração palpite e viva.
Na nossa viagem,
Tudo se instala.
O beijo e o desejo levamos na mala.
Estarei sempre a teu lado,
Como um galeão sem velas.
Um mar de hino
Geometria do destino
O tudo que vai
Como marca de catapora
Que não mais sai.
Às vezes
A paz é inversa
Como um espelho retorcido,
Com a face obscura
E a visão do cego.
Silêncio mudo
Nenhum tudo,
Grito surdo.
Mas nada ofusca
O que a vida canta
E busca.
Em 07 de maio de 2013
OTACÍLIO MOTA
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