Pouco usamos
O pouco que temos
Quero ter-te e tecer as teias
Não à sombra de árvores alheias.
Mesmo distraído
Não serei num mar torto
Um barco ido.
Afinal
Meus olhos riem pro mundo.
Soa dentro de mim
Uma voz te procurando.
Até quando...
A vida sabe-me corpo e alma.
O céu azul
É o mesmo da minha infância
Tuas sensações
A minha fragrância.
Meu amor
Beijando a boca calorosa do dia
A fantasia.
À noite, a sós,
O vinho embebedando os lençóis.
Quero ver-te alegre
E com rosas nos cabelos.
Sentir teus pelos
E desvelos.
Que minha presença te arda e te mova.
Quero lembrar-me de ti
Suave à memória.
Quero sentir a glória
De ter-te tido
Assim,
Embutida em meu peito.
Recordar que já bebi a vida
Com o teu vinho
E que a cor do vinho
Não esconda isso.
Amar-te é meu compromisso
No tempo que durarmos, sem medo.
E que a água fria
Não nos molhe tão cedo.
Que o amor
Seja infinito ao coração.
Caminharmos
Mão com mão
Sentindo o muito
No pouco que ainda durarmos
E o mistério
Por baixo dos seres
E de um poço tapado.
O recado...
Deus nos dá.
Em 14 de maio de 2013
OTACÍLIO MOTA
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