quarta-feira, 1 de maio de 2013

DA DOR DO POETA NASCE O SOL

Meus cuidados pra tecer as sendas
E o ritmo do salto.
Do alto
Sou do tamanho da esperança
Que avança e dorme em mim.
Se a lua não me alumia
Eu a olho de novo a cada dia.
Olho também o espelho coberto de tempo
E vejo a vida em suas poeiras.
Aprendendo o pássaro
Solto as asas presas.
Voo alto e fico a um passo de Deus.
Nos dias meus
Penso palavras nunca escritas,
Mansas e aflitas
Um mar de palavras
Sem medo de adeus.
Palavras belas e qualquer
Venham de onde vier.
Do coração
Dos dedos da mão,
Do peito em ação.
O que vem de dentro é tudo.
O que vem de dentro é silêncio
É mudo.
O que vem de dentro transcende a hora
É sempre aurora.
Crepita fogo,
Dentro e fora.
O que vem de dentro é tudo o que quero,
Transformar em tudo o zero.
Na viva,
Mesmo ruim
Toca-me o sim.
Acho que só vou morrer
Depois de mim

Em 30 de abril de 2013
OTACÍLIO MOTA

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