sábado, 27 de abril de 2013

O QUE INVERTE A VIDA

Mosqueiro tem cheiro de floresta.
Vento
Que inverte a vida
E me arrasta até a alvorada.
Seiva que destila universo e a luz da manhã.
Uma linha azul
Onde a morte não fede.
Plantas e frutas
Têm mais cheiro e sabor.
O frescor
Se entranha nos dias.
Nos sonhos, na realidade
E na limpa luz da tarde.
Do meu lado acena
A opção de ir ou ficar.
Quem, como eu, navega
Busca o caminho
Das ondas e do ar.
Os olhos dizem
Que sou dois em um.
Um aqui,
Outro lá.
A vida dentro da vida
E a incerteza do lá.


Em 26 de abril de 2013.
OTACÍLIO MOTA

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