domingo, 17 de fevereiro de 2013

NA MADRUGADA

Numa folha em branco
Escrevo “ eu te amo”
Ponho uma rosa em cima
E o amor cria a rima.
O meu poema é ternura
E numa estonteante tessitura,
Tudo se mistura.
O poema de amor
Escreve na pétala
O nome da flor.
Com amor
Nada é vazio,
Uma nesga d’água
Sente-se rio.
O sol se transforma em ave
E voa em minha direção
Trazendo o sábado e luz
Para o meu chão
Clareia o manto que me cobre
E a rosa nobre.
O noturno torna-se diurno
E queima o entrave,
Quando sol que voa
Se transforma em ave.
Minha terrosa raiz
Se faz vida
E fico feliz.
A urina da velhice,
Sem pressa,
Tudo me diz:
As ondas se quebram
No dormir da madrugada
E também na madrugada
A pesca se faz de jangada.
Na madrugada,
Com a alma nua
Os olhos se encharcam
E o então flutua.
Na madrugada,
É hora de tocar as trombetas
E os poetas,
Se esconderem atrás das letras.
Ainda na madrugada,
O que se vê,
Sou eu e você.

Em 14 de fevereiro de 2013
OTACÍLIO MOTA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...