terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

NADA NAUFRAGA

Uma gestação laboriosa
E o arrepio
Um dia estourou a bolsa
E ela surgiu.
Veio com o sabor do pecado
E nos fios da carne
O que pode ser alcançado.
Na planta do pé
O morango pisado.
Eu, como sempre, atrasado.
Saio em seguida,
Atrás de você
Minha liga, minha viga,
Minha vida.
Asas discêntricas abrindo o espaço,
Livros sob o braço.
O mundo em forma de livro
Seria o meu mundo,
Meu arquivo.
Através deles,
Quero tê-la.
Densidade de orgasmo
Só em vê-la.
Vozes e vezes,
Percorrem os dias,
Os meses.
Buscam a aparência,
A essência
E a densidade da ausência.
Em minhas glândulas,
Palpita
Uma alegria esquisita,
Porque infinita.
Sou um tumulto, minha fala um alarido.
Nesse sentido,
Sigo.
Maruins na poça,
Contaminam a minha água.
Mas continuo a poesia
E nada naufraga.
Tudo sintetiza:
         Esta efêmera mão
         É afago de brisa.

Em 07 de fevereiro de 2013
OTACÍLIO MOTA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...