sábado, 23 de fevereiro de 2013

ENTRE O CHÃO E AS ESTRELAS

Na curva do meu rio,
Mais sorrisos,
Mais amor e desafio.
Os caminhos se espalmam
Como mãos de espanto.
Ainda que o olhar seja grande,
Não é maior que o encanto.
Muitos são escravos dos dilemas
Eu, o sou dos poemas.
As cenas,
Ruas amenas
Seivas extremas.
Meneando a cabeça
Peço
Que o passo que vai,
Seja o passo que vem,
Que nos detém
Entre o chão e as estrelas.
A ternura me acompanha
Aqui e ali
E esqueço os pecados,
Busco os significados.
Tenho um coração
Cômodo e simples.
Ninguém sabe de mim
O quanto e o onde
O que o peito esconde.
A voz da vida
Clama os contornos e sonhos
De tudo que sou e serei
E desejei.
Nós, a sós...
O gosto vai fundir o nosso rosto
Nos nossos cantos,
A permanência.
Nos segredos,
A ambivalência
E o dom de surpreender.
Na essência
Somos iguais.
Quando o amor não se quebra
Todos os milagres são normais.
O vento bom diz que eu sou
O jardineiro que te entrega a rosa.
Diz que a minha prosa
Busca o sentido.
Diz que o meu amor
Estará sempre contigo.
         E só precisa dos silêncios.

Em 22 de fevereiro de 2013
OTACÍLIO MOTA

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