terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SEMPITERNO

Vou à direção da persistência,
Da existência que me compõe.
Cavalgo a poemática,
A forma pragmática
Do movimento expansivo.
Sigo
E como animal farejante
Vou adiante.
Nesse devaneio
Pulsa um coração
Meu e alheio.
Resisto o que é preciso
E beijo o que é vivo.
Um coração que ovula sonhos
E veste o que é despido.
O sol que toca o meu avesso
E me incha de desejos
Os beijos
Alteram o destino,
Excitam o hino
Que canta o açoite do vento.
Do vento que sopra o intento
Aos pulos no íntimo
O vigor do corpo
E o sabor do dia
A melodia
Na alma minha
E o calor que sobe na espinha.
O brilho do riso festeja a libido
Do dia comprido
E do prazer nem sempre cumprido.
O prazer do adiante e do ido.
Funde-se na garganta
A voz que canta e planta.
Busco versos bons
E o amor eterno.
    Sempiterno.

Em 03 de dezembro de 2012
OTACÍLIO MOTA

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