Quando o amor existe
Mais do que existimos
Somos a paisagem da paisagem,
O esplendor do arco-íris,
Do que foi imaginado e sentido.
O ouvido
Colado no chão,
Sente os rastros do coração,
A melodia da paz
E de tudo o que nos faz.
O amor inventado, criado, pulsado
Foge da ideia de significado.
Não há significado.
O que há no amor
É voz e gesto.
A risada sai do riso,
O sonho quer ser vivido.
É hora de acordar o impulso,
De gritar por ti
De fazer xixi
No quer dormir.
É hora de despir a calma
De tirar a roupa da alma.
É hora de atenção ao sexo,
Do tudo do nada,
Do ímpeto e da desmesura.
Hora da ternura.
Hora de ir adiante,
Do durante e do constante.
Hora de ficar a sós,
Com tudo dentro de nós.
Bussolamos o possível,
Buscando o impossível,
Flutuando e florindo,
Dentro e fundo,
Semeando rumo.
Profundo.
Em 30 de novembro de 2012.
OTACÍLIO MOTA
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