O ardor do instinto,
O sabor do tinto
Junto e distinto.
O olhar, o toque físico.
Nosso mar, o vento líquido.
A igreja do espírito
A sintaxe dos brilhos,
Acelera os trilhos.
Depressa
Teu cheiro, eu quero ter.
Teu olhar, eu quero ver.
O amor suave
O céu é a casa da ave
A palavra é a vírgula na língua,
O sorriso é o sexto sentido
O amor, o meu piso.
No entretempo
Entre o laço e o abraço
Ando em teus lábios
Buscando a bomba serena
Que explode o meu mar
Como se o tempo fosse irrigável
E o dia se tornasse líquido.
Tudo pode em cima da fronha
Que nos enfronha
Na lua que emana
A noite em cima da cama.
Arrepios e fumaça.
Sinto falta do que já foi
E bebo a saudade.
Um dia, mesmo em frangalhos,
Vou deixar o amor em teus galhos
Como um fruto vivo.
Um sentimento maior que qualquer destino.
O hino
Que dá o nexo e o eixo.
O desfecho
A pulsão do beijo.
Sou teu sol nascente e o poente.
Temos nosso caminho e a estrada,
Os pés vencendo a encruzilhada.
Somos o tudo e o nada do nada.
Em 12 de dezembro de 2012
OTACÍLIO MOTA
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