No meu andar
O passo vence o medo,
O vazio prescrito.
O grito
É anúncio de mundo
De anos que cabem num segundo.
Sonhos, um monte,
Entra pela porta do horizonte.
As incertezas se escondem atrás das rugas,
Até o último vento.
O tempo
Segue no livro preciso
Que dita um destino impreciso
De ilusões precárias,
Como laços de papel.
Fico à espera
Da melhor quimera.
O vento arrasta o sol
Pelas manhãs mergulhadas em falso remanso.
O sol me enfeita de brilho.
A noite lúbrica,
Enfeita o momento,
Molha a boca e o tempo.
Pelo translúcido vidro do meu destino
Vejo atrevés dos anos,
A dança da fruição
O coração rasga o peito
E o efeito,
Exala cheiro de essência derramada.
O amor não deve ser
Só temporada.
Deve ser pele, pelo
E o prazer de vivê-lo
Sempre
Na concentração entre Deus e nós.
O céu nos fita.
No meio de tantas coisas
A palavra dita ultrapassa a voz
E fala com a alma.
Falar e cantar
Ir em frente
Não voltar.
Fazer versos,
Explodir a linguagem
Do que escrevo.
Na nossa ceia
Nada cambaleia.
O beijo enrodilha nossa boca
E nesse orgasmo de lábios
Cresce a enxurrada do prazer.
Nosso ser, vira ter.
Conseguintemente
O amor
Nunca se fez tão presente.
Escrevo para ser eterno,
Mas nada é eterno.
Nem o inverno
No corre-corre do tempo
Nem o que invento
No corre-corre
Que a mão percorre
E o corpo treme.
Envolvo asas para voar
E não ficar parado,
Ao lado
Do tempo que
Corre-corre
E não morre.
Afinal
Ou ao final
Como serei eu na minha manhã
Amanhã?
Sei lá.
Em 25 de junho de 2012
OTACÍLIO MOTA
Lindíssimo texto,
ResponderExcluirsr. Otacílio!
Adorei!!!
Tio, o sr. ja esta eternizado em versos tao bonitos.
ResponderExcluirParabens, muito orgulhoso eu me sinto de ve-lo tao producente e autor de uma obra prima como sao suas palavras.
Alex Noronha.