Busco alguma coisa
Que possa quebrar
O sem sentido da vida.
No meu deserto sem contornos
Escrevo o meu engarrafamento de garatujas.
Procuro inventar brechas
Para ter saída.
O ócio é uma possibilidade de estar-se
Mas quero viver
Falar escutar ver
Olhar em torno e para dentro.
Ao lado da minha casa
Estou caprichando no meu jardim.
A alma pode brincar de esconde-esconde
Entre as folhas e flores
E que nada de mal seja absorvido
Pelo perfume que dele emana.
Hoje
O que me faz falta
Sou eu mesmo.
Sinto isso quando me olho de frente
No meu desconcerto.
A minha boca do beijo
Agora do silêncio.
Estou sozinho
Minhas palavras voam no espaço
Como borboleta perdida
E a vida precisa ser vivida
Com a intensidade sentida.
Preciso me reinventar
É isso.
Em 11 de dezembro de 2013
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