Você voltou a ser minha.
Podemos nos sentar na cadeira de palinha
E deixar acontecer
O amor vencer
E crescer.
Existir como raiz fincada em pedra.
A nossa atitude o silêncio espia
Até mesmo a nossa fantasia
Voltou a ter a mesma alegria
E o calor na ponta do dedo.
Atrás da nossa porta o segredo.
Os desenganos passaram
Para dar passagem ao rio literário
E a consonância do nosso vocabulário.
Desenho o teu rosto com o sorriso antigo.
Memórias felizes existem pra que?
Os olhos profundíssimos da idade
Advinham tudo o que veem
Da abstração à forte sensação da concretude
Se não tocarmos as profundezas
Fecham-se as águas e o fôlego da vida.
Busco em tuas esquinas
O que perdi no meu caminho.
Agora o sol queima as incertezas.
Fica o nó muito atado
E a sensação de pinçar o nosso destino.
Entrelacemos a mesma luz
Na contextura de sonhos e esperanças.
Em 16 de setembro de 2013
OTACÍLIO MOTA
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