É domingo
As folhas farfalham sorrindo.
Nós
Cada vez mais se unindo.
Apaixonadamente
Tecemos nossos vícios e tatos inventados.
Dentro dos nossos pecados
Redescobrimos as sedes
A astúcia e o ritmo do salto
O silêncio o fluxo magnético
E a luz das manhãs.
Os olhos bebem o porvir e o olhar nosso de cada dia
O olho de Deus na idade madura
E o gesto mudo que vem de dentro.
Diante de mim
O espelho em que me vejo
Coberto de tempo.
Sou menor que a minha esperança.
Invento o que digo
E invento o que sinto
Minto
Quando não sei dizer.
Ela
Única.
Eu
Primevo.
Escrevo
E tão somente
Busco a palavra
Que possa ser semente.
O relógio rói o silêncio
E guarda o tempo.
As têmporas abrigam o branco
E guardam o sonho
A memória se finca por trás dos óculos.
É domingo
Perto do amor
Perto de Deus
Mosqueiro, 22 de setembro de 2013 (DOMINGO)
OTACÍLIO MOTA
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