quarta-feira, 17 de julho de 2013

NÃO QUERO JUNTAR COISAS DO CHÃO

O amor entranhou na minha carne
O que comigo haverá de morrer.
A luz da tarde lá fora
Já não penetra a minha janela,
O que fervilhava em mim.
O meu afã
Agora é vida vã.
Fico só
E me amparo em retratos
Espalhados pela casa.
Os das crianças
Parecem me olhar carinhosamente.
-As crianças, por serem inocentes, gostam de verdade-.
Os dos adultos
Tem olhos absortos em seus pensamentos.
E quem sabe o que pensam?
E o que os separa da realidade?
O cinza das águas do rio
Perde para o verde das árvores.
Mas Mosqueiro não é só rio e árvores
É também um mergulho na importância
Do que nos faz pensar e sentir.
É o grito que acorda as letras
Que alumia o pensamento
E que nos dá esperanças.
Só não quero é juntar coisas do chão.
É chegada a hora de preparar o almoço.
Ponho o feijão, a carne e os temperos no fogo
E tudo cheira a família.
Estou no Mosqueiro e só
Mas espero que eu seja plural
E que tudo me ocupe

Em 15 de julho de 2013
OTACÍLIO MOTA

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