quinta-feira, 11 de julho de 2013

COM AMOR NADA É BANAL

Os dias navegam as horas
E tua imagem flutua nos olhos,
Quando estou a sós.
Não há poesia para o nada
Só para o que contemos dentro de nós,
Desde o começo.
As palavras jorram luz mais luz
E envelheço.
Beija-flores
Flores rosadas
Coração e badaladas,
O calor da mão
E a fome sem jeito
Um antigo postal no peito.
A digital da minha boca
É a mesma que marca a tua,
Sem igual.
Debaixo da blusa de seda,
Nada é banal.
Meu coração anunciado,
Sempre te guarda.
É o ficar.
Não me afasto de ti
Nem por um olhar.
Minha sede nunca finda
Nem a fome que sempre tenho
E que ultrapassa as janelas.
A vida presa em tuas mãos
Mais se estende,
Por estarmos nela.
Te amo antes da palavra
E transpiro tua pele.
Teu rosto afunda em mim
E em minhas águas.
Embebe de vinho o beijo antigo
Quero estar sempre contigo.
Viver de passagem
É nunca ser.
Quero ser quem sabe ter.
         Quero te consumir
         Até o último frêmito.

Em 08 de julho de 2013
OTACÍLIO MOTA

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