sábado, 29 de junho de 2013

ROSAS SOPRANDO CORES

A mão que tateia e acha.
Procuro um ponto e vírgula,
Dois pontos:
Semente e desejo
O que sinto e vejo
Meus olhos de beijo.
A procura de livros
Na estante madrugada
E a pegada das letras.
O fogo não se apaga
E comigo fica a chama que incendeia.
O amor cobre meu corpo
Para me descobrir
A face se faz rosto
Para me sorrir
O coração se faz alma
Para me sentir
E o nada se faz tudo
Para definir.
Meu corpo habita o teu corpo
Para existir.
Rosas soprando cores
E os alvores do amanhecer.
O vento da infância soprava alegria
Quando o mundo brincava de vida.
Esse rebuliço de sonhos
Atiça a palavra que se faz poesia
E nasce o arraial.
A faca suja de manteiga
Corta o pão matinal.
O tempo se faz giro
E tudo se faz igual.
    A casca de que rompe o fruto
        Decerto é a vida repleta de esperanças.

Em 29 de junho de 2013 (Dia de São Pedro).
OTACÍLIO MOTA

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