O mar e seus abrolhos
Amar é fechar os olhos
É dedicar o sentimento.
É seguir o coração
Sem nada medir.
Viver o que arde
Contra a luz da tarde.
E falar palavras sem dono
Com resíduos de ganhos.
Amar é fazer loucuras
Perseguindo a busca
Do para onde iremos.
É a tenacidade que sentimos
De ter o que não temos
No colapso dos dias.
É a discrepância que esculpe
O silêncio que se cria.
Depois o sol
Ilumina os passos da travessia.
Amar é seguir seguindo
Buscando o nada findo.
A raiz da concretude
É sempre a meta.
É ver na fenda do tempo o desejo.
Redenção e juras
No teu olhar
Me vejo.
Em 28 de maio de 2013
OTACÍLIO MOTA
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