sábado, 25 de maio de 2013

O CÉU ME FAZ INFINITO

Quero viver andando em teus lábios
Quero fazer do hoje o sinônimo do amanhã
Que a maçã seja o doce alimento do olhar.
O sol na janela lambe o teu rosto
Enquanto sou a água que faz o teu rio.
É o azul do teu céu que me faz infinito.
Aflito
Sinto as saudades que me bebem.
Teu corpo circunda-me como cerca viva.
A noite transborda o dia
Mas se o amor esfria
Sinto-me casca de coisa vazia.
Que o coração não minta
E que a palavra escrita
Não seja apenas tinta.
Que as passadas do nosso canto
Nos encham de encanto
E não deixem de soar
A conjugação do verbo amar.
Límpido é o líquido
Quando a sede é farta.
O tempo arranha as paredes
Que brotam lembranças e esperanças.
O melhor é sempre perto.
Se me quiseres amar
Terá que ser agora.
Amanhã
Não sei onde estarei.
        Tudo tem disfarces
                Menos a solidão.

Em 19 de maio de 2013
OTACÍLIO MOTA

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