O verdadeiro amor
É comovente demais para ser cínico,
Cumula em si segredos e medos.
O verdadeiro amor,
Palavra flor
É a arquitetura da vida.
Quando o amor nos acorda
O sangue transborda.
Conto as costelas do corpo magro
Que se diz amor.
Amor assim é dor
É face sem cor.
Amor sem delírios e gozos
É corpo caído do último andar
É estar sem ficar.
O amor que não existe ou existiu
É corpo que caiu ( do último andar ).
O amor é o amor- todo
Que se apercebe do olho do outro.
É como se esteja olhando as árvores
Com olhos de passarinho
Buscando ninho.
São dedos de tato tocando a noite
E manhãs de desejos difusos.
Às vezes
Vidas vazias
Corpos se separando na maresia.
Há o verdadeiro amor
E amores sem sentido
São eles
A geografia do gemido.
Em 07 de abril de 2013
OTACÍLIO MOTA
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