O amor
Perpassa o espaço do tempo
O vento sopra o eterno por dentro
E o mistério grudado na carne
Arde.
O impulso
É o tempo que brota no pulso.
A boca
Não sente vontade de adiar
As mãos
Não catam empecilhos
A pele
Absorve o gosto de outra pele
As letras do diário
Registram a entrada e a saída dos sonhos.
O que não preciso
É que a lágrima tire o brilho do riso
Que o espinho
Não fure o calor do ninho.
O vento varre as curvas
O sol clareia as águas turvas.
Pássaros em busca de migalhas
Eu, olhando o até quando.
A água bate nas pedras
E eu vendo.
Um vento
Que parece vivo
Conversa comigo.
Sentado à margem de mim,
Fico assim:
Fincado como árvore
À margem do fim.
As correntezas,
Já atravessei
E cansei.
Com a poesia
Eu sonho e adormeço.
Com o silêncio instalado no olhar,
Amanheço.
Em 05 de abril de 2013
OTACÍLIO MOTA
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