O vento uivou como um cão
A força do meu coração.
Quero criar o meu lugar
Esculpido para o meu peso
E que seja fértil o bastante
Para criar raízes,
Assim, tão sempre.
Até as águas curvas dos rios
Chegam ao seu destino.
Porque não?
O teu cheiro exala na minha porta,
Um beijo de sol,
Mil de lua
E uma bandeja de tuas sementes.
Entrementes
Sinto as mãos de Deus, construindo a minha geografia,
Dia a dia.
Juntar a realidade à fantasia,
Irradia
Luz à vida,
Claridade sem hora,
Mundo a fora,
Com a essência dos dizeres
E dos prazeres.
Ao som da emoção dos olhos
Meu rio segue o seu curso
Em busca da aprovação,
Então,
Um sorriso certo
Alcança a inspiração
E tudo se faz.
Adiante e atrás.
A par, ao par.
A maior loucura
É não amar
É ficar, sem estar.
O que sonhas?
Com quem sonhas?
Que sentimentos vêm de ti?
Se minha ausência te entristece
É que o amor te tece.
Meus passos te seguem
Infinitesimais
E iguais.
Perder-te, nunca mais.
Que o vento agite os teus cabelos esvoaçantes
E que eternamente
Sejamos amantes.
Durante a vida
E nos pedaços dos dias.
O canto no canto da boca
Entoam os dias e noites
E incendeiam a minha insônia.
Como acordará amanhã a minha manhã?
Na parede da minha tarde estará colado o teu retrato
E quando cruzarem as luzes de nossos olhos,
Não haverá palavra que me defina.
Tua voz brinca nos meus ouvidos
E o som escorre pelos meus poros.
E em busca da suprema hora,
Corro para o infinito,
Do nada ou tudo.
Em 03 de junho de 2012
OTACÍLIO MOTA
A Academia Paraense de Letras não sabe o que está perdendo!
ResponderExcluirSe na Seleção Brasileira de Futebol devem jogar os melhores, o que dizer desse poeta paraoara?!
Pelo menos há que se brindar a modernidade, a internet, um espaço virtual como esse, a nos oportunizar poesia de qualidade, cultura afinal para quem dele tiver o privilégio de compartilhar.
Orgulho do meu sangue Mota.
Parabéns por mais essa bela obra querido Tio Otacílio.
Alex MOTA Noronha.