Hoje, a vida escreveu o meu pesar.
A sombra eterna instalou o meu sofrer
E a ferida de perder fez-se dor.
O seu nome ocupou o meu mundo.
Findo, fundo, bem fundo.
O frio da perda não atingirá a minha alma.
Ele estava sempre infiltrando em nós a graça de viver
Harmonizado com o desejo de ser feliz
E com a voltagem da alegria a fruir o gosto da luz renovadora.
Ele fez uma história para não se esquecer.
Estava plantada em nós a sua presença,
Contagiando os humores em sua volta.
Quando estávamos em festa, ele alegrava o ambiente, levando todos ao prazer de viver
Quando ele se retirava, acabava a festa. Por que ele era a festa.
Feitio sisudo não lhe cabia.
Juntava em um só frasco a bondade, a alegria, o contágio de sua presença.
Uma vida vivida integralmente, ligada ao que nos faz falta.
Lembrá-lo alegra e entristece.
Derrama dentro de nós o jeito que ele era e o coração aperta por não mais tê-lo perto.
Tudo é breve, nesta vida breve
Se alguém o criticava era por não conseguir ser o que ele era.
Ele emitia luz nas poças do caminho.
Seus passos sempre em direção do bem.
Por todo o seu conteúdo, ela era um herdeiro de Deus
Ornava o amor com seus gestos.
Os filhos, netos e bisnetos faziam do seu peito o caminho que exulta.
Um processo divino fez existir a estrada que o conduziu à extrema bondade e ao extremado apego à família
Sua distância nada finda.
De tudo que restou
Nesse azul brando
Eu continuo o amando
Para sempre.
Seu irmão,
OTACÍLIO.
Em 17 de maio de 2012.
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