A Trasladação
De manhã,
O Círio
Na mão,
Velas, terços, promessas.
Lírio.
A lágrima cavuca a fé.
Pé ante pé,
Os romeiros escorregam os passos
E os laços.
A corda protege a Santa.
Cânticos sagrados
Criam rimas e estimas
O suor molha o sangue.
Salva de palmas
Agitam a mão e a aflição.
Soluços sobre o asfalto
Ninguém falto de luz.
Amor, fé, oração.
Gritos de salve,
Justamente, juntamente.
Mais de dois milhões de peregrinos
Diversos destinos.
As lágrimas, gotas flamejantes, molham as faces
E o céu despeja chuva santa.
O Círio, Deus manda de presente
E também de futuro.
O ar sagrado de NAZARÉ
Desdobra sentimentos e o olhar que flutua.
É a imagem deslizando na manhã
E todos se entrelaçando na mesma luz,
Na contextura de sonho e esperança.
Tudo se incorpora no mesmo sopro.
CIRIO é poesia e paisagem.
É passagem.
No fim da manhã, nossa mãe chega à sua casa,
Com louvores e preces.
Todos pedem paz.
O CÍRIO guarda alma
Eternidade e saudade.
Mosqueiro, 09 de outubro de 2011
OTACÍLIO MOTA
Vô,
ResponderExcluireu acho impressionante como o senhor consegue fazer, com metáforas e versos de uma só palavra, quem está lendo poder quase viver aquilo de que o texto fala. Nesse texto, enquanto lia, senti todo o clima do Círio como se esse conjunto de palavras fosse o ingresso para sua mente. Tenho muito orgulho do senhor. Te amo, Vô!
Mais um texto belíssimo, sr. Otacílio!!!Como o André falou, através de suas calorosas palavras é possível sentir todo a magia que envolve essa data.Todos os paraenses estão de parabéns por essa manifestação tão linda de amor e fé. E o senhor mais ainda, pois conseguiu, mais uma vez, traduzir emoções em palavras!!!
ResponderExcluirAo ler esse texto senti a mesma emoção que o Cìrio exerce sobre nos, seja na fé, nas súplicas, na esperança de tudo melhorar...que saudade! Bjos papito.
ResponderExcluir