
Do alto,
Um luar sagrado,
Abençoa as árvores
E os pássaros que dormem nos galhos.
E eu,
Sinto-me abençoado
Por tudo que Deus me mostra.
Depois,
Faz-se a claridade do dia
E descubro o ritmo da minha canção
Mas,
Não consigo penetrar
Os mistérios da vida
Por isso,
O que contemplo continua mistério.
Converso, silenciosamente, comigo mesmo
E renasço sem melancolia,
A cada dia.
O amor e o carinho
Enlaçam-se afinal
Uma esperança vital
Murmura em meus ouvidos
Que o nosso hino
Pode tornar-se destino.
Se perdermos a idéia de amor,
O amor se perde.
Se perdermos a idéia de esperar,
Negamos o tempo.
Mas,
Se insistirmos em chegar
O amor se infiltra em nossas paredes
De carne e alma.
Sinto o cheiro do seu calcanhar
E meus pés caminham
Na mesma direção.
Meu chão farejando,
O vento soprando.
E tudo se debruça no espaço dos meus olhos.
O vinho é derramado
Sobre sonhos bêbados
E um menino em mim
Cruza a linha de chegada.
Reanima-se o jogo eterno
E o lobo da solidão uiva longe.
Os olhos de riso
E o brilho do coração.
A poesia, colada na mão.
Enquanto o amor me lambuza
Leio as notícias do jornal
E sinto o cheiro do ar matinal.Ficam os livros,
O pensamento.
Até encontrar-me, definitivamente.
Continua o espaco,
A vida
E a luz do caminho.
Vou ter tudo o que quero e espero
Desde sempre.
Mosqueiro, 07 de agosto de 2011
Esta é magia da poesia, a transmudação ao sabor da inspiração.
ResponderExcluirO poeta, ao surfar nas ondas do lirismo, ora é homem, ora é menino, ora é lobo ...
“Sinto o cheiro do seu calcanhar ...”, aqui você é lobo mesmo, farejando as invisíveis pegadas do amor!
Nossa papito, muito inspiradora essa poesia!
ResponderExcluirAdorei...
Mais um texto belíssimo e cheio de sentimentos!
ResponderExcluirO senhor consegue expressar seus sentimentos e emoções com palavras como poucos.
Parabéns, sr. Otacílio!