sábado, 19 de fevereiro de 2011

[Artigo] - Sindicato dos Delegados com nova direção

Terça-feira última, dia 15 do mês corrente, foi aclamado presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia o DPC Dr. João Moraes e vice-presidente o DPC Dr. Roberto Pimentel, ambos de irretorquível conduta e exacerbada formação de caráter.
Eu sou mais antigo na função que os dois e, por isso mesmo, testemunha presencial do ilibado e incontestável valor moral que eles detêm.
Conquanto isso, resolvi tecer algumas considerações, acerca da importância dos policiais com relação ao estabelecimento da segurança pública.
Já há algum tempo melhorou o recrutamento dos policiais quanto a sua formação profissional. Mas isto se complementaria consideravelmente, se a instituição reciclasse os conhecimentos dos policiais, encaminhando-os à freqüência de cursos de aperfeiçoamento em academias onde o ensino é mais avançado, como a Academia Nacional de Polícia no DF.
A polícia, cujas tarefas são complicadas e requerem atuação técnica especializada, exige de seu pessoal uma formação muito mais rigorosa no tocante a qualificação, no que concerne a inteligência e a cultura.
Geralmente se percebe que os malfeitores progridem acentuadamente na forma de praticar os delitos e se tornam mais afoitos em sua sanha criminosa, quanto mais fraca é a atuação da defesa social, que cumpre à polícia exercer.
Os delinqüentes cada vez mais se aperfeiçoam para agir adequadamente ao encontro de seus objetivos. Assim, faz-se necessário ao delegado forrar-se de amplos conhecimentos e dinamismo.
Os policiais com boa formação e mentalidade arejada são capazes de chegar às provas irrefutáveis com maior facilidade. Há, também, que se ter gosto pelo trabalho e espírito de decisão.
Os governos talvez não façam maiores investimentos em segurança pública porque segurança pública não corta fita. O governo constrói um aeroporto, um estádio esportivo, um complexo viário e etc. E ao inaugurar essas obras, vai lá e corta a fita. A imprensa divulga esses atos em todas as formas de publicidade e isso dá ao governo o retorno político esperado.
Porém, o trabalho da polícia, por mais eficiente que seja, só traz retorno social. E é mais importante para os governos o retorno político do que o social.
Se o trabalho da polícia visa o bem-estar da sociedade, devemos nos ater a isso diuturnamente para entravar a ação dos marginais, com métodos eficazes e sem esmorecimento.
Que Deus ilumine a nova direção do SINDELP/PA, para que exerça o seu mister com competência e denodo, que vá ao encontro das expectativas de todos.

Em 18 de fevereiro de 2011.

Otacílio Mota – delegado aposentado

2 comentários:

  1. Otacílio Mota,

    Usando um bordão antigo eu digo: "obrigado pela parte que me toca". Seus elogios e sua expectativa aumentam o meu compromisso de exercer essa nobre e honrosa outorga dos colegas. Espero sempre sua valiosa contribuição para essa, repetindo, nobre e honrosa, mas, sobretudo, espinhosa missão.

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  2. Dr. Otacilio,
    meus cumprimentos pela manifestação em relação aos colegas recem empossados no Sindelp, mas enquanto diretor da Acadepol permita-se discordar em parte de suas afirmações quanto a formação dos policiais. A Acadepol/Pa dispõe de uma grade curricular atualizada em consonancia com a Senasp, que é a mesma que orienta a Academia de Brasilia, portanto, a formação de nossos policias em nada deixa a desejar aos demias policiais do Brasil. Penso que falta a nossos colegas maior motivação, principalmente salarial que continua sendo o pior salário do Brasil.

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