quarta-feira, 3 de novembro de 2010

TU E A LUA

SALINÓPOLIS, Praia do Maçarico, duas horas da madrugada. A lua literalmente cheia e a água do mar rebrilhada sob sua luz.
A beleza da noite me comovia e o amor que eu sentia me dava
a certeza de estar feliz. Então, eu escrevi esta poesia...


TU E A LUA

Eu preciso ter esta noite
Penetrar teu corpo
E sentir teu sal.
Livrar-me de todo mal
Que já me aconteceu.
Eu quero te ter esta noite, te possuir inteira,
Te mexer com os dedos e revelar segredos,
Muitos anos escondidos.
Eu quero esta noite, pra momentos definidos
E a sós contigo te acariciar.
Nesta noite, meu desejo
É perfumar teu ninho, percorrer tua pele
E te navegar.
Esta noite derrama encanto
A tua luz, como um manto
Me cobre de eterno.
A tua fala é mais bonita,
Vem molhada de alma,
Tudo querendo dizer.
Esta noite...
Sinto o teu sangue gemer.
E distante de todos, a sós
A lua ejacula fogo sobre nós.
O nosso amor ardoroso
Nos banha todo de gozo
E nos leva à plenitude.
Somos palhaço e criança
Festa e juventude.
A paixão e a eternidade.
E o meu mundo, são os rumos teus.
Esta noite, somos a afirmação de Deus.
Somos tempo e aurora, mistério e certeza,
Fantasia e verdade.
Esta noite, eu não tenho idade.
Tenho o céu, as estrelas
E a ternura tua.
Esta noite...
És tu vestida de lua

Otacílio Mota

Um comentário:

  1. Arrebenta (de arrebentação) poeta!
    A brisa marinha e o marulho embalaram a inspiração.
    Não foi o lobo, foi seu coração a uivar sussurrando nos ouvidos da musa.

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