quinta-feira, 12 de junho de 2014

TALVEZ EU PRECISE DOS SILÊNCIOS

Ninguém cria raízes na treva.
Melhor pousar as mãos sobre os olhos
E pensar em algum carinho.
Um caminho
Que traga a opção de ir
Seguir
Ou ficar
Ninguém pode medir sem mudar.
Se apagarmos as esperanças
Nada mais sobra.
Entre o passado e o recomeço
Perco um novo pedaço.
Faça o que faço
Nada de alvorada
Os passos caem nos degraus da escada
E ouço meus cacos rolando
Até quando?
A vida corre à frente dos relógios.
A dor não é maior que os sonhos
Por isso
Preciso me levantar e sonhar
E com carinho me reinventar.
Quero parecer comigo
Não com um amor cancelado
Jogar minha âncora
Para não ser naufragado.
Tive uma infância dourada
Que ainda respira em mim.
O NÃO que se dane
Preciso do SIM.
Quanto para os segredos
Como para a ambivalência
Quero pousar na minha essência
Sozinho nesse mundo de reflexos.
Estou nu e só.
Talvez eu precise
         Dos silêncios.

Em 18 de novembro de 2013.
OTACÍLIO MOTA

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