domingo, 16 de junho de 2013

O POEMA INVADE OS OLHOS

Meu amor me invade até a alma
Com o sopro da carência de estar.
Pousam em mim sonhos coloridos
Quando sinto próximo o voo das borboletas
E o desejo enxerga Deus.
Deus que nos ensina
A equação dos caminhos.
Os hinos
Entoam os passos
Do que posso ter:
O olho da idade madura
E a felicidade madura do olho
O olho da palavra certa
E o olhar que liberta.
Quero ser primevo e único,
A rosca do parafuso e o paradoxo
A maldade vazia
E o melhor
Que dentro de mim espia
O sol e o pão que dá a vida
E o bem que nunca se adia.
O verbo do homem e da aurora
O abraço que deflora
O susto da manhã.
Quero ser o igarapé corrente
Que busca a flor e a luta do homem
O náufrago que procura a ilha
E o amor que partilha
Sinto
Em todos os dias meus...
O poeta
É um homem dentro de Deus.
...O poema invade os olhos.
E durmo sobre um livro.


Em 13 de junho de 2013

OTACÍLIO MOTA

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