Tu és o espelho onde te vejo,
Com olhos maiores
Que os meus próprios braços.
Vivo em busca dos teus passos,
Para onde converge a ternura.
Sempre a tua procura,
Busco a tua mão.
Meu corpo é o teu chão,
O meu sim pro não.
Nasce em mim,
Luz, movimento, cor
E dentro de mim
O mais profundo amor
Amor que pode conter
Muito mais do que eu mesmo
Que abre caminho
Pra liberdade do sonho
Ponho e exponho
O que me é sagrado.
O que paira sobre nós
É a chama que arde a vida.
Amar-te é minha mania,
Meu passo, a escadaria.
O amor celebra a impulsividade,
Imortaliza a palavra
E os segredos estéticos.
A poesia inquieta a imaginação.
O amor se mescla
Com o pulsar do coração.
Essa é a razão
De eu te amar,
Pelo translúcido tempo,
Sem ruído de vento
E com plácido olhar.
Dança por ti o meu cio
E uma boca febril
Apetecida de prazer,
Indo, seguindo
Permanece o nada findo
Preso no ontem e o agora.
O meu carinho
Avança
Como os pássaros sobrevoam
O jardim da minha infância,
Onde flores infinitas
Revelam o teu rosto
E o meu contemplar.
Nesse vamos vir
O tempo avisa ao tempo
Que é tempo de sorrir
No coração a emoção
Calada, colada.
Muito perto,
Viverei bêbado de auroras
E no meu porto,
Um lençol de lua
Acoberta o meu corpo.
Ondas andantes
Como a açoite do mar
Perpetuam o meu ficar.
Alinha-se em mim,
Um suspiro intenso,
Imenso.
Sinto-me...
Em 06 de setembro de 2012
OTACÍLIO MOTA
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