segunda-feira, 2 de abril de 2012

AS MÃOS TOCAM O TEU RETRATO

Quero conhecer-te melhor
Desenhar teu mapa
E tudo que me escapa
Do teu universo.
O teu verso e o inverso.
O teu mais e o teu menos.
A chama do teu verão
E a chuva do teu inverno.
Tudo que vem do âmago do teu eterno
O teu deslumbramento
E a fusão dos sentimentos.
Minhas letras prestes à poesia
E a poesia próxima à migração.
Caminho sempre ao teu encontro
E um azul faminto dá cor aos meus passos.
As palavras saem acima da fome de escrevê-las.
As mãos tocam o teu retrato na parede.
Verde
Se torna o centro do dia
E minha boca flutua
Sobre tua pele nua.
A rosa vermelha se funde no amor
Macio é o tato na pele e flor
Sou um homem comum de ossos e esquecimento
Que a vida sopra dentro
E me faz caminhar.
Sou o homem que oferece o braço
E o abraço que faz o laço, que me apóia em você.
Não turvo as águas e a paisagem.
Estou de passagem.
Sou um homem comum
Que vê o fundo acende o sangue e as lembranças.
Que sente o desatino do mundo.
O vento empurra a minha tarde
E o que arde.
Sou o homem
Que o amor não mudou.
Sou o homem
Que tenta chegar ao jardim,
Onde as açucenas pulsam

Em 02 de abril de 2012
OTACÍLIO MOTA

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