segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

SOMOS DOIS SOMOS TUDO

Duas árvores se juntam
Para sentir o vento,
Sua mensagem e ânsias.
Adiante, areias brancas
Perfazem o contorno.
Aves em movimentos acelerados,
Deixam sombras rápidas.
Nada nega o que alça direção
Então
Eu escolho o meu mundo
E tudo pertence ao íntimo.
Janelas sempre abertas
Deixam entrar o instante,
Que despeja fome.
A despedida
Some
O sorriso
Trama
O olfato
Chama
O teu cheiro
Clama.
Pálpebras invadem
Teu signo, tua sede
O dia vislumbra luz
E o amor continua
Agora e antes.
Os passos, a seqüência.
A vida proclama urgência
Estão sempre nascendo
Dedos de busca
Na mão do tempo
E asas de memória
Também voam no mesmo sentido
Nada descabido.
Tudo ansiante.
O vento e sua liberdade.
Chega até mim, um sumo doce.
A mão ainda acena deslumbramento,
Susto
O que fosse...
O que vem contra
Não tem voz
Mudo.

Somos dois
E somos muitos
Somos todos,
TUDO.


Em 27 de dezembro de 2011
                        OTACÍLIO MOTA

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