Como quem ganha
Tudo em nada.
Como quem perde
Nada em tudo.
Como quem vem
E vive.
Como quem vai
E morre.
Como coisa suave
E perto.
Como coisa
Que dorme longe.
O costume
De sonhar.
A vontade
De ficar.
Uma canção intemporal,
Acalenta os sentimentos adversos.
A união se torna abrigo
E o doce ar da manhã
Traz o torvelinho que aproxima.
É a sina.
E nesse mar de memória,
As mãos desfazem a espuma.
Fecho os olhos
E vejo o mar na sua eternidade.
De verdade...
Só caiu,
A cinza do que foi queimado,
Os números que não somaram,
As letras que não disseram
E as palavras que não pesaram tanto.
Por enquanto.
Fica-me
A vida,
O amor
E a rosa da noite.
Em 09 de dezembro de 2011
OTACILIO MOTA
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