terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A MÃO QUE QUER

Meu olhar,
Teu rosto
E o sangue se mistura.
Longe e perto
Um mar de ondas mansas,
Mornas.
O desafio.
Longe, o frio.
Perto, o cio.
Um halo de euforia.
A manhã dizia,
A tarde ouvia
A noite sentia.
Um jardim no céu.
Tudo deslizava mãos atadas.
Madrugadas
E Deus que tudo acompanha.
Essa placidez agitada,
Guarda tudo que se impõe.
As palavras
O silêncio
O quase perfeito entre nós.
Hálitos e suores
A mão que quer.
O rastro e as luzes
O sonho,
O rumo,
O corpo
Hirto .
A chama do archote
Vence o vento.
O semelhante,
O íntimo.
Não há como perder o caminho.
Declínio?
Longe uma pomba
Zomba.
Estar nessa luz,
Ser.

        Em l9 de dezembro de 2011.

        OTACÍLIO MOTA

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