sábado, 9 de julho de 2011

A MÃO DO ACASO

O meu amor  
Nasceu do acaso 
E invadiu meu peito 
A mão do acaso agarrou o coração 
E deu sentido ao acaso 
Que se tornou verdade 

As letras no espelho dizem as palavras 
Que no vento espalham o sentido 
Um sopro e um grito  
Soam o teu nome 
O sonho completo 
Busca o lobo 
Que devora os opostos 
E o escuro da noite 
Oculta o adverso 
Meu verso 
Decora a fome 
Que sinto de ti 
As cores vivas da borboleta 
Dão coloridos na busca constante 
Eu amante 
Sigo adiante 
Tu amada  
Pisas a escada 
Que sobe dentro de mim 
A memória 
Respira o outrora 
Um olhar menino 
Lembra o teu perfume 
E as vozes 
Acordam o poema adormecido 
A folha e a flor 
Decoram o amor 
A voz da noite 
Pergunta à manhã 
Se o amor  
Decora a vida 
Eu digo que SIM 
E uma doce luz 
Se debruça 
E cintila extremo 

Enquanto um sino 
Repica preces 

Em 10-julho-2011
Otacílio Mota

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