Amo em ti
O que tu és
E o que não és
Amo os teus pés
Que caminham para mim
Amo o teu não
E o teu sim.
Amo em ti...
O escondido e o revelado
O momento vivido e o negado.
Amo a tua fala
E o teu silêncio
Amo o teu corpo
E a tua alma
O teu desequilíbrio
E a tua calma.
Amo o teu gesto descuidado
E o cuidado dos teus gestos
Amo as curvas dos teus joelhos,
A dobra escura dos teus cotovelos
E os teus pelos
Amo a tua cor,
Os teus gemidos de amor
E teus falsos gozos para me agradar.
Amo a tua boca
E as veias debaixo da tua língua
- Se eu fosse poeta,
Morreria à míngua
Por não saber dizer o que te sinto
Amo em ti
O que faço e o que minto
Para te satisfazer
Amo o teu ser e o teu ver
Amo o novo da tua fé
E o antigo da tua certeza
Amo a parte feia da tua beleza.
Amo a mentira que dizes
Para não me machucar.
Amo a tua partida
Se te dói ter que ficar.
Amo o teu caminho andado e o por andar.
Amo o teu caminhar de passo forte
Amo a minha sorte em te encontrar.
Amo em ti...
O teu cheiro de festa de eu chegando.
Amo o teu agora
E o teu quando.
Amo em ti...
O que acreditas em mim,
Amo o teu princípio
E o teu fim.
Amo o teu mar
E o teu deserto
Amo o teu destino incerto
Porque é certo
Que te amo.
Otacílio Mota
Simplesmente perfeito!Não canso ler...Acho que essa foi uma das formas mais tocantes de falar de amor que eu já vi.
ResponderExcluirParabéns, sr. Otacílio!
Esse poema é para mim especial pois lembro-me ainda quando o senhor me mostrou quando eu ainda morava em Belém, se não me engano deveria ter uns 17 anos. MA-RA-VI-LHO-SO.
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